Food service 2021 números de 2020 e projeções futuras

Food service 2021: números de 2020 e projeções futuras

Depois de um ano difícil, especialistas estão otimistas e projetam crescimento do mercado de food service em 2021.


A economia mundial sofreu um baque generalizado em 2020. Inúmeros setores tiveram prejuízos, e o de food service foi um dos que mais sofreu desde o início do isolamento.

Da noite para o dia, empreendedores do setor foram obrigados a fecharem as portas de seus estabelecimentos. Quem tinha o atendimento de salão como único modelo de receita e não conseguiu se adaptar rapidamente sofreu ainda mais com as mudanças. Muitos acabaram não se recuperando e precisaram encerrar suas atividades definitivamente.

No Brasil, a paralisação de 15 dias se transformou em um mês e hoje, sem perspectivas de uma melhora imediata, já ultrapassamos 1 ano de pandemia. Este inesperado cenário somado às mudanças do comportamento dos consumidores observadas desde o início do isolamento vem se refletindo nas projeções para o mercado em 2021.

Confira abaixo os números de 2020 e o que podemos esperar para o food service em 2021.


MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → Desempenho do food service em 2020

2 → Projeções do food service para 2021


1 → Desempenho do food service em 2020

2020 começou com perspectivas animadoras. Depois de 5 anos sem muitas variações, era esperado que o food service superasse o crescimento já apresentado em 2019, atingindo a casa dos R$ 200 bilhões. Segundo um estudo realizado pela Food Consulting, o crescimento de 4,8% seria um dos 3 melhores desempenhos da década, com números que se manteriam pelos próximos anos. Até que a pandemia chegou ao Brasil.

A partir disso, fatores como a queda do PIB e da renda per capita dos brasileiros influenciam diretamente no poder de compra da população e, consequentemente, na performance de qualquer setor econômico.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada pelo IBGE, a taxa de desemprego no Brasil atingiu 13,9% no 4º trimestre de 2020 — menos que no 3º trimestre, mas um número 2,9% maior do que no mesmo período de 2019. A taxa média de trabalhadores de carteira assinada também sofreu uma redução recorde, atingindo o menor contingente desde 2012. Estes fatores, motivados principalmente pela pandemia, levaram o setor de food service a fechar o ano de 2020 nos mesmos patamares de consumo e faturamento de 2003.

A queda do setor de food service atingiu 32%, ainda assim, com uma recuperação melhor do que a imaginada, levando em conta todas as restrições impostas. O primeiro mês de impacto da pandemia foi em abril de 2020, com uma retração de 72%; já em novembro, o faturamento conseguiu subir, contudo ainda com fechamento negativo de 20%.

Já a indústria de alimentos e bebidas registrou números positivos e fechou o ano com um faturamento de 10,6% do total do PIB brasileiro, com investimentos que chegaram a casa de R$21,2 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). O crescimento registrado foi de 12,8% em faturamento em relação a 2019, atingindo R$ 789,2 bilhões, somadas exportações e vendas para o mercado interno.

2 → Projeções para 2021

Se aprendemos algo com a pandemia é que as projeções para o futuro podem mudar drasticamente de um mês para o outro. A segunda onda da pandemia no Brasil veio em um momento em que as expectativas de retomada já eram altas e acendeu novamente o alerta. Para especialistas e por experiências no exterior, o controle do número de casos e o avanço nas campanhas de vacinação são fundamentais na busca de um ambiente minimamente estável para que o mercado possa se reerguer. 

Em janeiro deste ano, o recuo apresentado foi de 15,4% na comparação com o mesmo mês no ano passado, valor um pouco menor do que o apresentado em dezembro (15,1%). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que tinha subido 2,2 pontos percentuais em fevereiro na comparação com janeiro (de 75,8% para 78%), acabou apresentando queda de 9,8 pontos em março, indo para 68,2 pontos, o menor nível desde maio de 2020 (62,1).

Ainda que a queda no setor de food service tenha sido brusca, as projeções de recuperação feitas no final do ano passado para 2021 foram animadoras. O mercado poderá ter um salto de recuperação ao longo do ano na comparação com as perdas vivenciadas em 2020.

Segundo pesquisas realizadas pela Food Consulting, o setor vai passar de uma queda de 32% em 2020 para uma alta de 22% a 25% em 2021. O número representa um avanço de 50 pontos percentuais. A redução da competição do mercado é um dos fatores determinantes para esse crescimento, já que pelo menos 25% dos operadores fecharam as portas em 2020.

As projeções reforçam a importância de, mesmo em meio à crise, manter o negócio preparado para a retomada. Quem conseguir manter a sua estrutura, estará pronto para conquistar os clientes que voltarem a consumir. Isso inclui a renovação do negócio, especialmente no que diz respeito à digitalização

2021 ainda será um ano de transição em inúmeros aspectos. Os consumidores mudaram, e os negócios de alimentação precisam estar atentos aos novos padrões de consumo. A economia mudou, então os empreendedores precisam ter um conhecimento profundo do seu negócio para entenderem quais estratégias fazem mais sentido para ele. E o mundo como um todo também mudou, e quem quiser continuar nessa corrida pela retomada vai precisar estar preparado para este novo cenário.


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