Diagnóstico do delivery online no interior do Brasil 2020

Diagnóstico do delivery online no interior do Brasil 2020 | Delivery Much Blog

Confira os dados do delivery online no interior do Brasil em 2020 e as tendências para 2021


De acordo com a Business Wire, o delivery online, de comida, teve um crescimento de 3,73% em 2020, movimentando US $111,32 bilhões. Embora o número tenha sido abaixo do esperado, pelas consultorias mundiais, países como o Brasil se destacaram, puxando o mercado para cima.

O Brasil, considerado ainda imaturo no setor, tem uma taxa de penetração de cerca de 13%. Países mais maduros como EUA e China chegam próximos a 70%. O contraponto brasileiro se dá devido a alta demanda e a aceleração da digitalização dos consumidores. 

O destaque por aqui ocorre, principalmente, no interior do país. Responsável, de acordo com o Data Sebrae, por uma população de mais de 102 milhões de pessoas, a região vem atraindo nestes últimos anos empreendedores e consumidores que preferem uma vida mais tranquila, longe dos problemas dos grandes centros.

Junto a este êxodo urbano, há também a democratização de empresas, tecnologias e facilidades, que se não eram restritas, chegavam em sua totalidade às poucas pequenas cidades escolhidas pelas grandes empresas.

A partir destes dados, neste material vamos falar sobre os números do delivery no Brasil e no mundo em 2020, o crescimento do delivery no interior do Brasil em quais são as tendências para o mercado em 2021.


MENU DE NAVEGAÇÃO
1 → Dados do delivery no Brasil e no mundo em 2020
2 → Crescimento do delivery no interior do Brasil em 2020


1 → Dados do delivery no Brasil e no mundo em 2020

2020 foi o ano do comércio eletrônico.Delivery e e-commerce em um primeiro momento, assim como a maioria dos negócios, tiveram queda, mas com a expansão da pandemia os serviços recuperam mercado e, com o passar do tempo, se consolidaram como um meio seguro e confiável para consumidores e lojistas. 

A nível Brasil, de acordo com dados do Instituto Foodservice Brasil (IFB), o crescimento do delivery chegou na casa dos 60%. Se comparado a 2019, com alta de 23%, o número de 2020 é 37% maior. 

Para a consultoria Statista, o crescimento vai ao encontro das mudanças comportamentais percebidas e a digitalização no país e no mundo. Dados da empresa mostram que cerca de 83% dos brasileiros utilizaram apps de delivery para pedir comida em 2020. O número mostra um crescimento de 36% em relação a 2017, ano do último estudo realizado no país com este recorte. 

Este crescimento reflete no aumento de 120% no número de downloads de apps de delivery no país, que fechou 2020 próximo aos 60 milhões de usuários nas plataformas de delivery

O número, 21 milhões acima do esperado para 2024, traz otimismo para 2021, e espera-se uma alta de 13%, alcançando cerca de 68 milhões de pessoas. 

América Latina

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Brasil e México são os países mais maduros digitalmente na região. Dados da Statista mostram que só no Brasil foram feitos 44 milhões de downloads de plataformas online em 2020 e no México, 12,5 milhões.

Mesmo com números robustos, os países têm muito espaço para crescimento. No Brasil, apenas 28% da população utilizou plataformas de delivery online em 2020. Na América Latina, apenas 15% da população diz ter feito ao menos um pedido de delivery em 2020.  

O continente é um “oceano azul” para o setor, as projeções do negócio mostram um crescimento até 2024 de 5,3%, ultrapassando os US $7 milhões e com enorme potencial. 

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2 → Crescimento do delivery no interior do Brasil em 2020

Se a nível Brasil, o delivery cresceu 60%, no interior ele dobrou de tamanho. Dados da Delivery Much (DM) mostram uma alta de 117% em valor transacionado (GMV) e alta de 102% no número de pedidos realizados. 

O crescimento, segundo Pedro Judacheski, CEO e fundador da DM, segue o planejado para o ano, em que a empresa chegou a 320 cidades em todo o Brasil.

Números do delivery online no interior 

Segundo dados do IBGE, o Brasil possui 5.570 municípios, sendo que 97% deles são considerados de interior, com uma população abaixo de 200 mil habitantes. Juntos, estes municípios são responsáveis por 30% do PIB nacional e movimentaram em 2019, mais de R$ 2 trilhões na economia brasileira. 

No delivery online, o interior ganha destaque, se compararmos o crescimento anual em unidades franqueadas, a Delivery Much cresceu mais de 2.500% em 5 anos, saltando de 12 unidades em 2015 para 320 em 2020. 

O número de lojas que aderiram ao delivery online cresceu 88% em 2020, chegando ao total de 15 mil estabelecimentos. Se olharmos para cada categoria, supermercados (392%), farmácias (1016%) e pet shops (1966%) tiveram um crescimento robusto, muito disso, devido à pandemia. 

E embora a pandemia tenha sido um propulsor de crescimento, a boa notícia está na concretização de um novo hábito. Segundo pesquisa realizada pela Mastercard em parceria com a Americas Market Intelligence (AMI), 38% dos brasileiros se dizem mais propensos a usar apps para resolver pendências bancárias, 36% vão realizar mais compras online e 27% querem usar o delivery na hora de pedir alimento. 

Do lado dos restaurantes, que ainda detêm a maior fatia quando falamos em delivery, o aumento de lojas foi de 61%.

De acordo com os dados da empresa, Sábados, domingos e sextas-feiras são os dias com maior número de pedidos. No comparativo entre 2019 e 2020, as segundas-feiras, puxadas pelos novos modais (farmácias, supermercados e pet shops) se destacaram, com um crescimento de 111% no número de pedidos.

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Comidas mais pedidas

O pedido de comida detêm a maior fatia do mercado de delivery. A nível Brasil, estima-se que cerca de 98% da demanda. No interior, o delivery de comida é responsável por 99,6% das transações, tendo a categoria lanches como preferida dos mais de 3 milhões de consumidores da Delivery Much. 

Categorias em destaque: 

Lanches

Há anos se tem uma ideia de que a cada hora se tem menos tempo para fazer as coisas. E isso reflete na hora da alimentação, não à toa, a categoria lanches figurou em primeira opção na hora do brasileiro pedir delivery em 2020.

A categoria, composta por sanduíches, calzones, batata e polenta frita, torrada, misto quente, entre outros alimentos de consumo rápido, representou 18% do total de pedidos feitos na plataforma em 2020.

Na relação de praças, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso despontam como maiores consumidores deste tipo de alimento. 

Hambúrgueres e Xis

Os hambúrgueres ganharam notabilidade no Brasil recentemente. Há cerca de 15 anos, este tipo de alimento se concentrava na categoria X. Com a expansão da economia e do mercado gastronômico, ele foi ganhando espaço, formas e sabores, sendo hoje um dos queridinhos do delivery.

No interior, ele disputa, amigavelmente, espaço com o famoso “X”, que muitas vezes traz consigo o conceito de confort food (comidas que confortam o consumidor, geralmente por ligações afetivas). 

Porém, como podemos ver, no balanço, o crescimento da categoria superou a pizza, no comparativo entre 2019 e 2020. 

Os estados que mais consomem o alimento são: Rio Grande do Sul, que representa 30% dos pedidos do produto no app, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Do outro lado da lista: Acre, Pará e Paraíba são os estados que menos pedem o produto.

Pizza

De acordo com a Exame, a pizza foi o alimento mais consumido no Brasil em 2019. No recorte anual de 2019, ela foi, também, a comida mais pedida no interior do país, contudo, devido às mudanças comportamentais e até financeiras provocadas pela pandemia, ela caiu algumas posições em 2020. 

Claro, isso não significa que se você tem uma pizzaria você tem um problema, pelo contrário, o momento é de inovar e conquistar seus clientes. 

Em estados como Bahia, Pará e Acre, a pizza segue à frente do hamburguer.

A comida brasileira consolidou a 4ª posição, com destaque para, a famosa, marmita e pratos como carreteiro e a la minuta. Na quinta posição, padaria e confeitaria despontam como novidade. A categoria assim como supermercados, farmácias e groceries ganharam protagonismo com o início do isolamento social e durante o período de abertura se mantiveram em alta. 

Nas cinco posições finais do ranking das comidas mais pedidas (Açaí e Sucos, Carnes, Saudável, Cachorro Quente e Pastel), há o destaque para a categoria saudável, na 8ª colocação. Os alimentos desta categoria, seguem uma forte tendência do setor, apontada no relatório Brasil Food Trends 2020 e reforçada pela disseminação de hábitos saudáveis durante a pandemia. 

Para visualizar a lista completa acesse: 14 comidas mais pedidas em delivery no interior do Brasil em 2020.

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Concluindo

O comércio online como um todo se tornou essencial durante a pandemia, inúmeros negócios migraram para o modelo. Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Abrasel, cerca de 25% dos negócios estavam presentes em plataformas de delivery até o final de 2019, esse número saltou para 72% no final de 2020. 

Os números reforçam a necessidade da digitalização dos negócios, mas não apenas digitalizar sem pensar na estrutura e experiência do usuário. Como podemos ver no infográfico de canais, e já anunciado pelo Google, o crescimento do uso de aparelhos celulares para a efetivação de compras irá crescer ainda mais nos próximos anos. 

Logo, se você tem um negócio ou pretende investir em 2021, busque entender quais canais você deve investir e já pense na sua estrutura de delivery e logística


infográficos: Lilian Rau

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