Mulher empreendedora no computador

Empreendedorismo feminino: as mulheres no franchising

O dia 26 de agosto de 1920 foi um marco para a história da luta da mulher por direitos iguais: pela primeira vez as norte-americanas puderam votar. Para marcar a data e incentivar a discussão acerca da desigualdade, foi instituído o Dia Internacional da Igualdade Feminina.

Além do voto, muitas outras vitórias já foram alcançadas, inclusive a entrada no mercado de trabalho. Porém, mulheres ainda enfrentam desigualdade salarial, maior propensão a sofrerem assédio moral nas empresas e são poucas as áreas abertas a mão de obra feminina.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre a década de 1940 e 1990, as mulheres ativas no mercado de trabalho passaram de 2,8 milhões para 22,8 milhões. Em 1940, a maior parte estava no setor primário da economia. Cinquenta anos depois, 74% passaram atividades do setor terciário, como serviços de saúde, educação ou domésticos.

À frente das empresas a presença é tímida, mas a tendência é que essa realidade mude em poucos isso. Isso porque as mulheres buscam empreender cada vez mais. Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), patrocinada no Brasil pelo Sebrae, as mulheres são maioria entre os novos empreendedores.

As mulheres ocupam mais posições técnicas, correspondendo a 55% do total e apenas 38,2% estão na liderança dos empreendimentos. Em nível mundial, ocupamos o sexto lugar entre os países com maior avanço do empreendedorismo feminino. Os dados são deste ano e fazem parte da pesquisa Índice de Mulheres Empreendedoras, realizada pela Mastercard. Além disso, as empreendedoras brasileiras buscam mais qualificação em nível superior se comparadas aos homens, sendo que mais de 54% delas realizou matrícula em universidades e faculdades, contra 40,2% dos empreendedores homens.

No estudo Women Entrepreneurs: passion, purpose and perseverance (Mulheres Empresárias: paixão, propósito e perseverança), realizado pela KPMG, mais de 60% das mulheres empreendedoras mencionaram que o trabalho duro, propensão para assumir riscos, capacidade de perseverar em tempos de crise e talento para fazer contratações inteligentes são as principais características necessárias para ter sucesso no trabalho.

O pioneirismo criativo das mulheres empreendedoras está conectado com a história do franchising. A mais antiga rede de franquias de serviços do mundo foi criada por uma mulher: Martha Matilda Harper. Em 1891, Martha Harper abriu seu salão de beleza em Nova York. Seus métodos ficaram famosos rápido, em especial pelos inovadores produtos de cuidados com a pele e os cabelos.

Devido a grande procura de outras mulheres, Harper começou a ensinar suas técnicas mediante um contrato de franchising. Através de treinamentos, as mulheres aprovadas ganhavam o direito de exploradas com exclusividade determinadas regiões, usando e vendendo exclusivamente os cosméticos Harper’s. Em 1920 a rede chegou a ter mais de 500 unidades espalhadas pelos Estados Unidos, Alemanha e Escócia. O formato atual de atuação das franquias, usado no mundo todo, carrega muitos princípios criados por Martha Matilda Harper.

Atualmente, a presença feminina ainda não é predominante, mas continua crescendo exponencialmente a cada ano. Em 2015, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou durante o 3º Simpósio Mulheres do Franchising o estudo “Liderança Feminina no Franchising”. O levantamento mostrou que, em média, 49% das unidades próprias ou franqueadas do Brasil são dirigidas por mulheres.

Quanto as franqueadoras, foi possível observar que quanto mais nova a empresa, maior a participação feminina. Naquelas com até cinco anos de funcionamento, mais de 40% das funções executivas são desempenhadas por mulheres. Já nas redes com dez anos ou mais, o número cai para 31%.

Os principais motivos apontados pelas mulheres que optam pelo franchising estão: suporte para a operação dos negócios, apoio na localização para a instalação do negócio, segurança para estar no mercado e a possibilidade de estarem mais próximas da família.

A Consultoria Rizzo Franchise mostrou em 2016 um dado importante sobre a força feminina no franchising brasileiro: franquias com mulheres à frente faturam mais do que aquelas que têm homens como proprietários ou gestores.

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