Números do e-commerce no Brasil

Números do e-commerce no Brasil: crescimento mesmo durante a pandemia

Assim como o delivery, o e-commerce se mostra a solução mais viável durante a quarentena e apresenta crescimento.


Não é novidade que o e-commerce tem um importante papel na renda de lojistas em todo o mundo. Desde 2003, quando se iniciou a análise histórica do setor no Brasil, ele cresce ano a ano de forma exponencial. 

Para 2020, antes da chegada do coronavírus, era esperado um crescimento de 18%, ultrapassando pela primeira vez a marca de R$ 100 bilhões. Até o fechamento deste material não haviam novas estimativas.


MENU DE NAVEGAÇÃO
1 – O e-commerce durante o coronavírus
2 – Pequenos negócios em destaque
3 – Transformando números em ideias
4 – Experiência e Jornada do cliente
5 – O frete Grátis
6 – Não ignore ninguém


O e-commerce durante o coronavírus

Não podíamos deixar de avaliar o comportamento do e-commerce durante a quarentena. De acordo com um Estudo da Abcomm, houve uma retração na primeira quinzena de isolamento e retomada a partir de Abril. 

Na primeira quinzena de isolamento social, os setores de bebidas (-74%), autopeças (-58%) e livrarias (-46%) foram os mais impactados. Por outro lado, houve aumento significativo em supermercados (270%), brinquedos (434%) e materiais esportivos (211%). 

Com a passagem da primeira quinzena, considerada de adequação, tanto para lojistas quanto para consumidores, houve uma retomada, com destaque para o crescimento em eletrodomésticos (97%), Cosméticos (88%) e moda (63%), tendo apenas o setor de brinquedos com queda de -37%.

Importante destacar que setores como supermercados, com crescimento acima do natural na primeira quinzena, continuam em alta significativa e com tendência de se manter como um novo traço comportamental entre as mudanças de comportamento do consumidor.

Pequenos negócios em destaque

Os pequenos negócios são os principais responsáveis pelo crescimento do setor. Utilizando 2019 como base comparativa, alguns números que você precisa conhecer:

  • 45% das transações são realizadas via celular;
  • 38% dos pedidos são feitos via marketplace;
  • foram feitos 342 milhões pedidos via e-commerce em 2019;
  • até o fim de 2020, estima-se que existam 135 mil pequenos negócios virtuais no Brasil;
  • A estimativa de crescimento para o setor em 2019 era de 12%, cresceu 23%;
  • 78% da população brasileira têm acesso à internet;
  • 90% dos consumidores “offline” fazem pesquisa online antes de comprar;
  • 72% dos brasileiros compram pela internet.

Fontes: IBGE; ABComm; Serasa Experian; Portal E-commerce Brasil.

Transformando números em ideias

Partindo do fato que a maioria dos brasileiros compram pela internet, 80% navegam exclusivamente pelo celular, tendo as redes sociais como principal motivador para acesso, e o e-commerce (incluindo aqui apps de comida) em segundo lugar, o primeiro passo é ter um site e uma loja preparada para funcionar em celulares.

Confira aqui se seu site está preparado para celulares: 

1 → Mobile friendly: a ferramenta aponta se seu site está adaptado para celulares. Isso não significa que seu site foi pensando para celulares.

2 → Test my site: a ferramenta traz dados técnicos mais elaborados para adequação do site ao mobile first. 

Caso você não tenha um e-commerce estruturado, é possível começar a fazer vendas via Redes Sociais, criando um Catálogo de produtos no Facebook, Instagram ou via Google, que recentemente liberou de forma gratuita sua plataforma de vendas online. Leia mais aqui: Agora é gratuito vender no Google (em inglês)

Experiência e Jornada do cliente

Quantas vezes você já abandonou o carrinho por uma má experiência?

De acordo com dados de 2019, a taxa de abandono do carrinho chega a 82%, ou seja, a cada 100 possíveis vendas, apenas 18 são concluídas. 

Entre os fatores para esta fuga em massa de consumidores está a má experiência. Aquele botão de “comprar agora” que não leva a página de compra ou aquele formulário enorme e desnecessário para o cliente preencher são os principais vilões do e-commerce. E embora seja essencial algumas etapas, lembre-se: o cliente quer comprar seu produto, então construa etapas que sejam adequadas ao momento dele no seu site. 

Por exemplo, ele clicou em comprar, o leve para uma página onde seja possível comprar. Isto é, um local onde seja possível fazer um login ou criar um conta de forma simples, calcular frete e finalizar a compra. 

Após a venda, em um segundo momento você se preocupa em gerar dados deste lead. Envie um e-mail para que ele possa completar o cadastro e recompense isso. Você pode oferecer um cupom de desconto para a próxima compra ou frete grátis. 

O frete Grátis

Não importa o preço do produto, o frete grátis é um dos grandes atrativos para finalizar a compra. 55,4% das pessoas dizem desistir da compra devido ao preço do frete.

Não ignore ninguém 

Se você vende, você deve conhecer seu público e não restringir o acesso dele à compra. Então, além de ter uma loja acessível e centrada na experiência mobile, você precisa pensar na grande fatia do comércio online no Brasil, o público C, D e E.

De acordo com dados do IBGE, 85% da população brasileira está concentrada neste recorte e são responsáveis por 70% das compras online, porém também tem a maior taxa de reclamação por entrega. Leia mais aqui: 4 grande problemas do e-commerce.

E para se diferenciar e ter clientes fiéis, garanta que o seu produto, uma vez comprado chegue ao cliente, independente de onde ele estiver. Caso não consiga entregar, busque resolver o mais rápido possível e fique atento às interações em redes sociais, Reclame Aqui e comentários na loja.

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