A economia compartilhada no food service

A economia compartilhada no food service

Realidade em vários setores da economia, a economia compartilhada também pode ser uma aliada para impulsionar o food service em um cenário de crise econômica.


E se, ao invés de investirmos na aquisição de bens, compartilhássemos aqueles que já possuímos? Pode parecer algo muito distante da nossa realidade, mas essa é a base da economia compartilhada.

Essa mesma ideia também pode ser aplicada dentro do food service. A colaboração entre negócios, inclusive, é um movimento essencial para manter o fluxo do setor sempre em alta.

Entenda neste artigo como funciona a economia compartilhada, como o modelo pode ser um diferencial para o food service e como o seu negócio pode ser adequar a ele.


MENU DE NAVEGAÇÃO
1 → O que é economia compartilhada?
2 → Como a economia compartilhada pode ser um diferencial no food service?
3 → Como o seu negócio pode se adequar ao modelo


1 → O que é economia compartilhada?

O modelo consiste no consumo colaborativo e nas atividades de compartilhamento, troca e aluguel de bens, e vem ganhando força nos últimos anos.

A estratégia, além de facilitar o acesso de mais pessoas a bens e serviços, também conversa com os princípios da sustentabilidade e da preservação de recursos naturais.

É provável que você já tenha utilizado serviços do tipo sem nem ao menos saber que eles se baseiam no modelo. O Uber e o Airbnb são os exemplos mais conhecidos e ajudaram a popularizar a economia compartilhada e validar seus benefícios para todos os envolvidos — tanto para quem oferece quanto para quem contrata um serviço ou aluga um produto.

Em épocas de crise, a economia compartilhada ganha cada vez mais espaço. É uma forma de gerar emprego e renda para quem está desempregado ao menos tempo que possibilita o acesso a bens e serviços por quem teve seu poder de compra reduzido.

Além do compartilhamento de casas e carros, o modelo também tem opções para produtos do dia a dia, como roupas, ferramentas e, até mesmo, a troca de conhecimentos.

O food service, é claro, não fica de fora dessa tendência.

2 → Como a economia compartilhada pode ser um diferencial no food service?

Começar um negócio do zero envolve muitos custos. Dentre os mais significativos estão aqueles relacionados com infraestrutura e equipamentos.

Dependendo do produto que você entrega e das suas metas de crescimento do negócio, a cozinha será o seu principal investimento. Mas e se, ao invés de possuir uma cozinha própria, você usasse um espaço compartilhado?

Essa é uma realidade para muitas Dark Kitchens, modelo de restaurante que só existe no ambiente digital e é frequentemente encontrado em apps de delivery. Já que este modelo tem foco exclusivo para o delivery, não é preciso investir em salão ou em uma equipes de atendimento presencial.

Os principais diferenciais de quem investe no modelo são a redução dos custos, o melhor direcionamento dos esforços de atendimento digital e entrega de pedidos e, sobretudo, o fortalecimento da economia local a partir do apoio mútuo de diferentes negócios.

Segundo Carol Bortoleto, consultora especialista em food service, esse pode ser um setor promissor para investir no cenário pós-pandemia:

“Dentro do food, as Dark Kitchens já vinham sendo estudadas por muitas marcas, assim como as cozinhas compartilhadas onde há vários tipos de produção em horários alternados com foco em fazer entregas. Eu acho que o food vai ter que pensar muito nessa questão de trabalhar junto, de ter mais cooperativismo e de compartilhar espaços.”

3 → Como o seu negócio pode se adequar ao modelo.

As cozinhas compartilhadas não são o único meio de se adequar ao modelo de economia compartilhada. Conheça alguns movimentos que o seu negócio pode fazer nessa direção:

Resgate o conceito de cooperativismo

As cooperativas reúnem pessoas ou grupos com interesses em comum a fim de obter vantagens a partir da associação. Os pequenos negócios sabem o valor de poder contar com o apoio de outros empreendedores para que todos possam crescer juntos, então por que não investir mais nisso? 

Busque parcerias com empresas de nicho

Se o seu negócio trabalha com um nicho específico, buscar outras empresas que também atendam o mesmo perfil é uma estratégia que tem tudo para dar certo. Além de ampliar o seu público, essas parcerias também permitem que ambos ofereçam uma experiência mais completa, aumentando as chances de fidelização dos clientes. O mesmo vale para negócios que não trabalham com um nicho tão restrito: você pode buscar empresas que se alinhem com os valores da sua, ou mesmo que trabalhem com um perfil de público que você deseja atingir.

Torça pelo sucesso dos seus concorrentes

Pode parecer contraditório se levarmos em conta o modelo atual, mas na economia compartilhada não há espaço para rivalidades e disputas em que um negócio não mede esforços para se sobressair ao outro. O objetivo aqui é que todos os negócios possam crescer e se fortalecer juntos e aprendam com o sucesso uns dos outros.


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