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Entenda a diferença entre microfranquias e franquias

O franchising é um formato consolidado. Marcas mundialmente conhecidas, como McDonald’s, 7 Eleven, KFC e Hotéis Hilton, por exemplo, funcionam a partir do sistema franqueado-franqueador.

No Brasil, o mercado de franquias começou a se desenvolver nos anos 1980. Desde então, mostra-se como uma opção para quem almeja independência e estabilidade financeira e liberdade para gerir um novo negócio.

Porém, aqueles que começam a estudar a possibilidade de investir nesse setor atualmente se deparam com uma questão: optar por franquia tradicional ou microfranquia? Apesar de serem baseadas nas mesmas ideias, essas oportunidades apresentam distinções marcantes.

Lendo este artigo, descubra quais são as diferenças entre microfranquias e franquias e entenda qual é a opção mais vantajosa para você!

O conceito de franquia

Vamos começar com o básico, ou seja, mostrando aquilo que define uma franquia. Esse sistema envolve um processo de crescimento em rede, a partir de um negócio que pode se multiplicar, seja em âmbito nacional ou internacional.

A lógica é esta:

  • Uma pessoa que deseja empreender investe em uma franquia (marca);
  • O empreendedor torna-se um franqueado e, assim, opera o negócio na sua localidade;
  • Apesar de ser gestor da unidade, as ações do franqueado recebem suporte do negócio franqueador (responsável pela marca).

Logo, a ideia de adquirir uma franquia está em abrir um negócio novo, mas que está vinculado a uma marca pulverizada em unidades que reproduzem o seu modelo. Assim, é uma garantia para quem deseja trabalhar com companhias que já têm espaço no mercado e oferecem estrutura para capacitação e gestão.

Do lado do franqueador, a principal meta é fazer o seu negócio crescer com o suporte de outros empresários. Logo, ideia é prospectar maior público e reconhecimento sem que a marca se prenda ao local de origem.
Para saber mais sobre como o franchising se estrutura no Brasil, estude a Lei 8.955/94, que regulamenta esse setor.

As diferenças entre microfranquias de franquias

Agora que já está clara a ideia do esquema operacional de franchising, está na hora de identificar o que caracteriza microfranquias e franquias. Mas, antes disso, você precisa saber quais são os traços que conectam esses dois formatos.

Ambos os negócios mantêm o caráter de rede, podendo se espalhar por várias localidades. O objetivo das atividades também não muda: o foco está em oferecer produtos ou serviços e atrair clientes a partir de uma estrutura coesa, com padrões de orçamento, marketing, atendimento, identidade visual.

Dito isso, vamos apontar, abaixo, três aspectos que indicam as diferenças entre microfranquias e franquias. Anote:

1. Investimento inicial

O capital que você precisa para iniciar uma franquia é sempre maior que o de uma microfranquia. Para você ter uma ideia, a abertura de uma loja da marca Imaginarium pode atingir R$ 470 mil, um aporte bem salgado para quem está pensando em investir pela primeira vez.

Já as microfranquias se caracterizam por uma entrada baixa. O teto para aplicação inicial nas marcas desse tipo é de R$ 90 mil, uma cifra bem mais amigável. Há até mesmo empresas com ideias bem-sucedidas que oferecem a oportunidade de investir três vezes menos esse valor-base, como é o caso da Delivery Much, que tem planos por R$ 30 mil.

2. Dedicação do empresário

O foco que você vai despender no seu negócio é um aspecto determinante para definir em que área será o seu investimento. No caso de uma franquia tradicional, o seu papel, como franqueado, será o de basicamente gerenciar as operações do negócio.

Logo, você não precisará estar no estabelecimento cem por cento do tempo. Inclusive, a ideia é que as franquias sejam fontes de empregos, envolvendo a contratação de mais funcionários para trabalharem localmente, dando conta dos atendimentos e das vendas.

Já no caso de uma microfranquia, a função do franqueado é bem próxima do negócio, acompanhando totalmente as operações, quase como num emprego. Isso acontece porque os processos envolvem menos pessoas. Para quem gosta de “por a mão na massa” e fazer parte das operações, esse é o modelo ideal de franchising.

3. Gestão de equipe

Como falamos logo acima, o papel do franqueado é o de gerir o negócio. Em uma franquia, podem haver diversos funcionários, uma quantidade de pessoas que varia conforme o tamanho da unidade. Logo, o empreendedor terá que se especializar nessa atividade e focar seus esforços na organização do time, de modo que todos os procedimentos sejam realizados.

Já na microfranquia, o que acontece é que a operação é menor, geralmente realizada em formato digital, no sistema home office, sem necessidade de abertura de uma unidade física. Logo, esse modo de trabalhar pode envolver apenas o franqueado, e, assim, não será necessário administrar o trabalho de colaboradores.

Neste post, mostramos para você as diferenças entre microfranquias e franquias. Pensar nos aspectos que determinam as duas modalidades é indispensável para você investir com confiança.

Agora, leia o nosso “Guia sobre franquias” para aprofundar seus conhecimentos sobre franchising e entender como esse modelo de negócios pode ser vantajoso. Boa leitura!