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Delivery em farmácia: mudança de comportamento acelera digitalização do setor

Em 2020, o delivery foi responsável por 81% da receita das farmácias


A economia como um todo mudou com a pandemia. O que não faltaram foram negócios buscando na digitalização uma forma de se adequar a uma sociedade que, da noite para o dia, já não podia mais sair de casa.

Esse movimento dominou os mais variados setores, desde aqueles que já buscavam se inserir no meio digital de forma consistente há algum tempo como aqueles que mal davam os primeiros passos. Esse último é o caso das farmácias.

Com a pandemia, o número de lojas que aderiram ao delivery online cresceu 88% em 2020, chegando ao total de 15 mil estabelecimentos. As farmácias contribuíram fortemente com este número, já que o seu crescimento no delivery, no interior, chegou a impressionantes 1016%.


MENU DE NAVEGAÇÃO

1 Farmácia vende o quê?

2 O que é tendência para o mercado

3 O delivery em farmácias e como ele vai influenciar o pós pandemia

4 → Quatro ideias para delivery de farmácias que vão começar a atuar no delivery


1 → Farmácia vende o quê?

Além de se adequar à era digital, também foi possível perceber nesse período uma mudança na forma como esse tipo de negócio é visto pelos consumidores. Se antes as farmácias só vendiam remédios, agora elas vendem saúde, qualidade de vida e bem-estar.

Em meio a uma pandemia, a consciência sobre a importância de cuidar do corpo cresceu. Mas ela não surgiu aí: com a expectativa de vida da população cada vez maior, a preocupação por alcançar a longevidade com mais saúde também tem se tornado uma prioridade para muita gente.

Para se adequarem a esse novo comportamento dos consumidores, as farmácias viram aí a necessidade de mudarem o seu posicionamento. 

2 →O que é tendência para o mercado

Para mudar o posicionamento, é preciso entender as novas demandas dos consumidores.

Saúde para o corpo e para a mente

Se antes a preocupação era analisar e tratar cada aspecto de forma separada, hoje a tendência é integrarmos cada vez mais tudo o que constrói um ideal de vida saudável, seja no âmbito físico, mental, espiritual, social ou ambiental. A ideia é que a preocupação e o cuidado com a mente e com o corpo estejam presentes também quando estamos saudáveis e não se limitem apenas à doença.

Nutrição

O mercado de nutrição vem ganhando força e tem cada vez mais espaço para crescer. Ele traz muito forte o item anterior, já que se insere no dia a dia das pessoas para promover bem-estar e qualidade de vida. É possível explorar desde bebidas e snacks saudáveis, que vem se tornando cada vez mais populares, quanto se aprofundar em dietas específicas, como aquelas voltadas para quem tem restrições alimentares.

Sono (ou a falta dele)

Além de problemas respiratórios que dificultam o sono, a pandemia trouxe consigo um fenômeno que está sendo chamado de corona-insônia, em que a preocupação e a incerteza geradas pelas mudanças na rotina acabam resultando na perda da qualidade do sono. Infelizmente, essa é uma situação que tende a se estender por mais tempo e que afeta diretamente nossa qualidade de vida, portanto precisa receber a devida atenção.

Monitoramento

Se sair de casa durante uma pandemia já não é uma tarefa muito agradável, ir a um hospital é menos ainda. Isso ajudou a impulsionar o segmento de monitoramento, que inclui aparelhos para acompanhar os índices de vida saudável sem que a pessoa precise sair de casa. Essa categoria inclui termômetros, aferidores de pressão, medidores de glicemia dentre outros recursos mais tecnológicos, como smartwatches para medição do pulso de outros índices.

3 → O delivery em farmácias e como ele vai influenciar o pós-pandemia

Farmácias são consideradas como serviço essencial e se mantiveram abertas desde o início da pandemia. Ainda assim, a busca pela digitalização refletiu o desejo dos consumidores para esse período tão incerto: a segurança.

Antes o delivery era buscado pela praticidade e era associado, quase exclusivamente, ao setor de alimentação. Assim como outros segmentos que ainda não tinham uma presença forte no delivery, como pet shops e supermercados, as farmácias acabaram aderindo à solução como uma forma rápida e segura de oferecerem o serviço de entrega aos seus clientes. O resultado? Em 2020, o delivery representou 81% das vendas de farmácias, enquanto a opção de retirar na loja ficou em 19%.

Já segundo uma pesquisa conduzida pela Adyen, 91% das pessoas acreditam que a flexibilidade deve continuar no pós-pandemia. Ou seja, os varejistas que adotaram canais digitais durante o período de isolamento não deveriam abandoná-los depois que a retomada for total.

Mesmo que 50% dos respondentes queiram voltar a comprar em lojas físicas, eles não querem abrir mão da conveniência e de poderem escolher onde e quando comprar. Mais do que isso, a integração entre online e offline é esperada: 71% dos respondentes acreditam que seria ainda mais leal se o varejista permitisse uma devolução da compra online no estabelecimento físico.

Falando nisso, a fidelidade dos clientes foi outro destaque. 76% dos consumidores pretendem continuar comprando dos mesmos varejistas com os quais contaram durante a pandemia e 71% dizem querer apoiar os negócios locais para que continuem abertos. Isso apenas reforça a importância de os negócios investirem agora na construção da fidelidade de amanhã. E o delivery faz parte disso.

4 → Quatro ideias para delivery de farmácias que vão começar a atuar no delivery

1) App seguro e de boa navegação: a segurança de um app é tão importante quanto oferecer a opção de entrega para os seus clientes. O mesmo vale para a facilidade de navegação: se não for um app intuitivo e desenvolvido com base na experiência do usuário, as chances de ele concluir uma compra ou voltar a buscar a solução são pequenas.

2) Programas de fidelidade e descontos exclusivos: estimule seus clientes a comprarem pelo app através de descontos, cupons e programas de fidelidade. Isso aumenta a satisfação do cliente e a lembrança que ele tem da sua marca.

3) Assinaturas: se os seus clientes realizam compras recorrentes, porque não fazer um clube de assinatura? É preciso pensar na logística e na viabilidade de oferecer um serviço como esse, mas certamente ajudaria a aproximar ainda mais os clientes que já são fiéis.

4) Frete grátis: é claro que, quando falamos de delivery, o frete grátis não poderia faltar. Sempre que for possível oferecer a isenção da taxa ou praticar um valor simbólico, busque nessa estratégia uma forma de atrair novos usuários para o delivery.


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