Foodtech inovações e novas tecnologias no food service

Foodtech: inovações e novas tecnologias no food service

Entenda o conceito de foodtech e saiba o seu impacto no futuro da alimentação.


A humanidade enfrenta muitos desafios, e a alimentação certamente é um dos mais preocupantes. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a produção mundial de alimentos deverá crescer em torno de 70% até 2050 para conseguir atender à demanda da população mundial, que deve atingir os 9 bilhões de pessoas.

Como sustentar um salto como esse? Mesmo hoje, a indústria agroalimentar já consome 30% da energia que produzimos e emite 22% das emissões de gases que afetam a camada de ozônio. Em uma crescente, a chance desse sistema entrar em colapso é enorme. Ao mesmo tempo, o desperdício de alimentos é assustador: um terço do que produzimos vai para o lixo antes mesmo de chegar à mesa.

É nesse cenário que entra a tecnologia voltada para os alimentos, com o objetivo de impactar no food service como um todo. Neste material, você vai entender o que é o foodtech e como ele vai impactar o futuro da alimentação.


MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → O que é Foodtech
2 → Foodtech: o alimento do futuro
3 → As foodtechs brasileiras

1 → O que é Foodtech

Food = comida

Tech = tecnologia

A soma dessas duas palavras representa um movimento dedicado a revolucionar o setor de alimentos. O objetivo é trabalhar no desenvolvimento de um mercado com uma produção mais inteligente e sustentável, que consiga dar conta da demanda por alimentos ao mesmo tempo em que diminui os impactos no meio ambiente.

O food service, setor que reúne os mais diversos negócios ligados à alimentação fora do lar, está diretamente ligado a esse conceito, já que a foodtech abrange desde a produção de um alimento até sua distribuição. Olhando para o crescimento do mercado de apps de delivery, já temos um exemplo de que a união de alimentação e tecnologia, além de tornar o mercado mais dinâmico, também ajuda no crescimento dos negócios.

Mesmo que a proposta atual do seu negócio não seja a de trabalhar com matéria prima de alta tecnologia, é imprescindível tomar conhecimento de que este movimento está acontecendo e entender a revolução que ele se propõe a gerar.

2 → Foodtech: o alimento do futuro

Se a forma como produzimos alimentos hoje pode não ser mais suficiente em um futuro não tão distante, quais mudanças a foodtech propõe?

Você provavelmente já ouviu falar sobre carnes sintéticas criadas em laboratório. Ou sobre alimentos feitos à base de insetos. Ou sobre maionese, leite e sorvete feitos sem nenhuma matéria-prima de origem animal. Estes são alguns dos exemplos que usam a tecnologia com o intuito de obter um resultado aparentemente igual ao que estamos habituados.

A NotCo é um exemplo que vem chamando a atenção do mercado (e de investidores como Jeff Bezos, fundador da Amazon). Através de um algoritmo, os alimentos são analisados em nível estrutural e, cruzados com as informações corretas, permitem que “não alimentos” sejam criados. Ou seja, o produto final replica o sabor, a textura e a consistência de um produto de origem animal em alimentos feitos à base de plantas. Para produzir sua “não maionese”, por exemplo, a empresa diz usar 83% menos água e emitir 37% menos gás carbônico em relação à maionese comum, com matéria-prima de origem animal.

O alimento do futuro se propõe a ser mais sustentável, tanto do ponto de vista de manter a cadeia produtiva operando sem entrar em colapso quanto da perspectiva ambiental. A quantidade de energia, água e alimento necessária na criação agropecuária seria revertida para um modelo muito mais enxuto a partir das foodtechs.

3 → As foodtechs brasileiras

Além dessas alternativas, a tecnologia das foodtechs também está presente em outras etapas do setor de alimentação. Recursos como a rastreabilidade de alimentos (que certifica a procedência de matérias-primas), por exemplo, já são buscados por produtores.

O próprio delivery é um exemplo forte de tecnologia aplicada à alimentação. Ainda que não tenha como base a sustentabilidade na cadeia produtiva, a solução revolucionou a forma como pedimos comida em casa.

No Brasil, o movimento das foodtechs é novo mas também já está acontecendo. O Foodtech Movement reúne iniciativas e empreendedores interessados em debates a alimentação do futuro, o que cria um cenário mais favorável para que novos negócios se desenvolvam. Conheça abaixo algumas empresas que se encaixam no modelo:

Liv Up: produz refeições utilizando a técnica de ultracongelamento, usando ingredientes 100% naturais. Priorizam ingredientes orgânicos fornecidos por pequenos produtores.

www.livup.com.br/

Supermercado Now: oferece um serviço de entrega por meio de shoppers e entregadores independentes em até duas horas. 

supermercadonow.com/

VocêQPad: app de autoatendimento onde os consumidores pedem refeições de restaurantes diretamente do smartphone.  

institucional.voceqpad.com.br/

MVarandas: soluções em softwares no segmento de Food Service com foco no resultado do cliente.

mvarandas.com.br/

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