gestão financeira de franquias

5 dicas para fazer a gestão financeira da sua franquia

Observar o fluxo de caixa, buscar o equilíbrio do capital de giro e ter um bom planejamento são alguns dos fatores que contribuem para manter uma franquia financeiramente saudável.


Como qualquer modelo de empresa, as franquias exigem do empreendedor a gestão de diversos setores. Em meio às diversas demandas operacionais, é comum que o setor empresarial acabe recebendo menos atenção – e é aí que mora o perigo.

Ainda que a franqueadora ofereça suporte para toda a rede, é dever do franqueado cuidar da gestão financeira da sua unidade.

E, independentemente do tamanho da franquia, é importante reservar algumas horas na semana para olhar diretamente para as finanças. Isso permitirá que você identifique furos e faça reajustes antes que eles representem uma ameaça para a operação como um todo.


Confira abaixo 5 dicas para fazer a gestão financeira da sua franquia:

1 – Saiba quais são os custos fixos, despesas e receitas da sua franquia

2 – Leia o Contrato de Franquia

3 – Planeje o seu capital de giro

4 – Considere os impostos

5 – Esteja preparado para enfrentar qualquer cenário


1 – Saiba quais são os custos fixos, despesas e receitas da sua franquia

Se alguém perguntasse sobre a situação financeira da sua franquia hoje, você saberia responder? Se você não tem certeza, é melhor adiar algumas tarefas e focar nisso agora.

Não ter controle das finanças da sua empresa é como embarcar em uma viagem sem saber se tem dinheiro suficiente para hospedagem, alimentação ou qualquer imprevisto que possa encontrar pelo caminho. Esperar que tudo dê certo e que eventuais furos nas finanças se resolvam ao longo do caminho não é um plano que funcione bem para uma empresa.

Saiba quais são seus custos fixos, suas despesas e receitas e identifique possíveis gargalos que possam colocar a saúde financeira da sua franquia em risco. 

Fechar os olhos para a gestão financeira básica da sua empresa dificilmente permitirá que você atinja o sucesso sem levar alguns tombos dolorosos pelo caminho.

Dica de especialista*: Considere o dinheiro que você tem disponível para começar o negócio e monte os cenários futuros, alterando, principalmente, o crescimento da sua receita e a inadimplência


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2 – Leia o Contrato de Franquia

O Contrato de Franquia é um documento minucioso, que contém todos os detalhes e informações necessárias para guiar o franqueado no gerenciamento de sua unidade.

O contrato normalmente é extenso e deve ser analisado com o máximo de atenção para que você, na condição de franqueado, saiba quais são seus direitos e deveres.

As taxas mensais cobradas pela franqueadora devem estar explícitas nesse documento. Elas fazem parte dos custos fixos do negócio, portanto precisam ser levadas em conta antes mesmo da assinatura do contrato.

Também é importante conhecer a base de cálculo para as taxas. Ainda que todas possuam um valor mínimo, a maioria dos valores cobrados por uma franqueadora são percentuais e podem variar de um mês para o outro. Ter isso claro de antemão é importante para evitar surpresas na hora de fechar o mês.

Dica de especialista*: Conheça muito bem quais são os valores cobrados pela franquia e não os negligencie.


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3 – Planeje o seu capital de giro

O capital de giro de uma empresa é um dos fatores que garante a sua continuidade operacional. Quando está em desestabilizado, surgem as dificuldades para movimentar as operações da empresa.

Por isso, saiba administrar e planejar o seu capital de giro. Ter uma análise transparente e de fácil acesso dos dados financeiros da sua franquia ajudará você a criar um fluxo de caixa mais eficaz.

Além disso, dedique-se a entender e estudar como as receitas e despesas vão circular no seu caixa ao longo dos meses para que você possa se programar e acompanhar essas movimentações com maior clareza. Isso permitirá que você negocie prazos com seus fornecedores e clientes de modo que consiga manter o seu saldo em equilíbrio.

Dica de especialista*: Se você precisa de capital para impostos, folha de pagamento e cartão de crédito nos 10 primeiros dias do mês, você precisa ter o saldo em conta desse valor. No mínimo, em um cenário onde as suas receitas passam a entrar a partir do dia 10. Mas você pode rebalancear isso. Negocie com seus clientes para receber antes, e com seus fornecedores para você pagá-los mais tarde.

4 – Considere os impostos

O pagamento de impostos é uma obrigação de toda empresa, seja ela uma franquia ou não. E eles serão cobrados independentemente do seu faturamento, por isso é importante que a quantia destinada para este fim esteja prevista no seu orçamento.

Pense nos impostos como sendo cobrados sobre a receita. Se 10% do seu faturamento for destinado ao pagamento de impostos, você deve estar ciente que poderá contar apenas com os 90% restantes para pagar suas obrigações, despesas fixas e taxas da franqueadora. É uma lógica simples, mas importante de ser aplicada para que as contas fechem.

Dica de especialista*: assim como no item anterior, é essencial manter em caixa valores para quitar os impostos. Lembre que deixá-los de lado pode ser tornar um grande problema.

5 – Esteja preparado para enfrentar qualquer cenário

Mesmo que você elabore um planejamento detalhado e tenha seus objetivos e metas de crescimento bem definidos, o cenário pode mudar a qualquer momento.

Mudanças na economia, a chegada de um novo concorrente, a inadimplência dos clientes, a falência de fornecedores são apenas alguns dos inúmeros fatores que podem exigir um reajuste por parte da sua franquia. 

Além de manter uma reserva para emergências, busque desenhar diferentes situações (sejam de crescimento ou de declínio do faturamento) e prepare sua franquia para elas.

Dica de especialista: desenhe como você reagiria com um crescimento de 10% ao mês, depois com um crescimento neutro, ou seja: 0 (zero), e depois com uma queda de 10% no seu faturamento, além disso, observe cenários com o aumento da inadimplência.

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*Para a produção deste material entrevistamos Elton Both, coordenador financeiro da Delivery Much

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