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Como aumentar as vendas em delivery

Investir no relacionamento com negócios ligados ao seu é uma estratégia fundamental para melhorar processos e aumentar a sua lucratividade.


Nenhum empreendimento cresce sozinho. Mesmo quando ele detém toda a produção, executa os processos internos e se encarrega do armazenamento e distribuição, em alguma etapa será necessária uma parceria com outro negócio para que ele possa crescer.

Quando falamos sobre a importância de fortalecer relacionamentos, não podemos focar apenas no cliente final. É claro que essa conexão é fundamental – afinal, são os clientes que mantém o negócio – mas não pode ser a única. O relacionamento com todos os atores que se correlacionam com o negócio do início ao fim da cadeia produtiva é o que permite que o produto chegue até o consumidor final. No setor de food service, o relacionamento é sinônimo de estratégia. 

Confira neste artigo como trabalhar os pontos de relacionamento no food service e como construir parcerias para vender mais.


MENU DE NAVEGAÇÃO
1 → Pontos de relacionamento no food service
2 → Construindo parcerias para vender mais<;p>


1 → Pontos de relacionamento no food service

Como consumidores, na maioria das vezes, temos contato apenas com um produto final. Mas para que ele chegue até nós, uma longa cadeia precisa estar bem estruturada. Confira os pontos de relacionamento necessários ao food service para que uma operação se sustente do início ao fim:

Produtor

Ingredientes de boa procedência são o básico para entregar um prato de qualidade para os seus clientes. Para isso, é preciso contar com fornecedores confiáveis e que trabalhem com um preço justo. Antes de fechar um contrato, conheça o histórico do fornecedor, busque referências e fique atento ao cumprimento dos prazos de entrega junto a outros clientes.

Fornecedores de equipamentos e maquinário

Os equipamentos usados ao longo da cadeia produtiva podem tanto impulsionar quanto atrasar o seu negócio. É preciso se certificar de trabalhar com fornecedores confiáveis e que ofereçam a assistência adequada sempre que necessário.

Operadores logísticos

A função dos operadores logísticos é suprir as necessidades dos pequenos negócios referentes a questões logísticas como estoque e distribuição. Eles oferecem custos menores do que as empresas teriam caso investissem em toda a operação logística internamente. Garantir que o produto chegue na mesa do consumidor no tempo previsto e com a qualidade esperada é um desafio para qualquer negócio.

Cash & Carry

O modelo, também conhecido como “atacarejo” é uma solução para que negócios do food service consigam comprar matérias-primas em menores quantidades a preços mais próximos do atacado. Essa é uma estratégia importante para que seja possível manter preços competitivos e que atraiam o cliente final.

Operadores de meio de pagamento

Os operadores de meios de pagamento são mais um ponto de relacionamento importante no food service. Realizar transações seguras, confiáveis e que facilitem a vida dos clientes podem ser aspectos decisivos para que eles invistam ou não em uma compra, ou mesmo para que continuem frequentando um estabelecimento.

Operadores de rede

São os negócios que o cliente vê, como restaurantes, cafés, bares e lanchonetes. É através deles que o produto final de toda a cadeia produtiva finalmente chega aos consumidores.

Prestadores de serviço

Aqui se encontram todos os negócios que prestam serviços para viabilizar a operação final, como serviços de catering (eventos), limpeza, delivery, entre outros.

2 → Construindo parcerias para vender mais

O que parece uma alternativa mais interessante: fechar contratos ou firmar parcerias?

Quando uma parceria é estabelecida, a relação vai além do cumprimento de cláusulas de um contrato. Negócios parceiros estão dispostos o se apoiarem mutuamente e buscarem o melhor para todos. O objetivo aqui é que todos cresçam juntos.

Veja como você pode construir parcerias para vender mais:

Encontre um equilíbrio

Vamos pensar na relação de um restaurante com uma operadora de delivery. É claro que ambos querem crescer, mas antes de tudo é preciso construir uma parceria saudável. O restaurante não pode se sentir refém da operadora, nem se sujeitar a uma relação sem transparência. Segundo Ingrid Zahler Devisate, diretora executiva do IFB, “os dados do cliente precisam ser de conhecimento do restaurante, algo que não seja de domínio do canal de venda, até porque o cliente está ali por causa desse restaurante. Então isso seria interessante e principalmente ter contratos mais transparentes sem exclusividade, por que algumas pedem exclusividade e isso restringe as vendas. E as taxas serem equilibradas para todos os lados, inclusive para quem presta o serviço e para os motoboys.” 

Invista na economia compartilhada

Esse é um modelo que pode ser trabalhado em várias etapas da cadeia produtiva. Aqui o “compartilhar” assume o espaço do “ter”. Seja através de dark kitchens, onde vários restaurantes compartilham a mesma cozinha para reduzir custos, seja através de empréstimos e locações de maquinários, o ciclo como um todo se beneficia financeiramente do compartilhamento. De acordo com Devisate, uma prática comum nos EUA é a de parcerias entre supermercados e restaurantes, e destaca que as opções e podem ir desde a disponibilidade de produtos prontos para vender dentro de farmácias até parcerias diretas entre negócios complementares, como uma churrascaria e uma conveniência de bebidas.

Preze por qualidade, mas não se esqueça do custo-benefício

Para que uma parceria funcione, é preciso que as expectativas de todos estejam alinhadas. Ter uma matéria-prima de alta qualidade mas com um custo que vai além do que a sua margem permite acaba não representando vantagem. Mesmo que a parceria abra espaço para uma negociação e flexibilização de preços maior, é preciso trabalhar com um cenário realista. Aumentar o valor repassado para o cliente faz sentido para o seu negócio e para o seu público final? Existem outras alternativas mais interessantes? O fato é que uma parceria não funciona se os resultados não aparecem.

Tenha parceiros de compras

Uma das maiores dificuldades dos pequenos negócios é a negociação com grandes distribuidoras que não flexibilizam quantidades ou têm um valor mínimo muito além do que um único restaurante precisa. Então por que não reunir outros negócios que também não têm poder de negociação para planejar compras conjuntas? Todos se beneficiam de preços mais competitivos e saem ganhando.

Por fim, para que um negócio no segmento de food service prospere é preciso que ele seja visto como um todo. Aposte em soluções criativas, invista em relacionamentos sólidos com seus parceiros de negócios e busque alternativas para atrair e fidelizar os seus clientes.

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