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Comitê e conselho de franqueados: o que são e qual sua importância para franquias

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Valorizar a participação dos franqueados é essencial para melhorar a comunicação no franchising. E é justamente por isso que estruturas como o conselho e o comitê de franqueados fazem diferença.
 

Em qualquer relação, a comunicação saudável e clara é uma das principais bases para estabelecer confiança. No franchising, não é diferente: esse princípio é determinante para o sucesso das redes.

Logo, manter canais de relacionamento com os franqueados deve ser prioridade para uma franqueadora fortalecer a sua cultura organizacional e operacional. Como o mercado de franquias é caracterizado pela expansão em rede, nada melhor que envolver os responsáveis diretos das unidades nos processos da empresa.

As franqueadoras podem estimular e oferecer espaços para esse relacionamento através de diferentes meios, e dois que se destacam nesse processo são o conselho de franqueados e o comitê de franqueados.

O primeiro é um canal de troca de informações que é formado entre integrantes da franqueadora e os franqueados. Por aproximar as partes interessadas de uma franquia, o conselho efetiva o contato entre elas, ponto que é positivo para os empreendedores que decidem investir numa rede franqueadora.

O segundo tem como premissa básica garantir a participação dos gerentes do sistema de franquias para solucionar questões específicas ou tomar decisões sobre algum assunto de relevância no negócio. Por isso, é importante para melhorar as ações estratégicas de uma franquia.

Quer entender o que são o conselho e o comitê, como podem melhorar a representatividade dos franqueados de uma rede e quais são as diferenças entre eles? Então, siga na leitura deste post e entenda sobre o assunto!
 

1 – O que é conselho de franqueados?
2 – O que é comitê de franqueados?
3 – Como conselhos e comitês fortalecem as franqueadoras?
4 – Quais as principais diferenças entre comitê e conselho de franqueados?
 

O que é conselho de franqueados?

Essa estrutura serve para melhorar a colaboração entre a franqueadora e os seus gerentes de unidade. O funcionamento é assim: em encontros coletivos, representantes da rede e seus franqueados discutem, em caráter consultivo, sobre questões globais que envolvem a empresa.

O conselho de franqueados deve ser construído com base em normas objetivas de participação dos integrantes. Para que ele garanta a representatividade de todas as áreas de abrangência de uma franquia, é importante que conte com franqueados das diversas regiões onde a empresa está instalada.

A formalização do conselho envolve a elaboração de um estatuto escrito. Esse documento precisa conter os principais aspectos que envolvem os encontros, como:

  • objetivos;
  • código de conduta;
  • cronograma de reuniões;
  • funções dos membros participantes;
  • pautas do conselho.

O estatuto deve ser disponibilizado em todas as instâncias da franquia. Inclusive, como é uma estrutura fixa e de grande importância na rede, suas finalidades devem ser mencionadas e descritas na Circular de Oferta de Franquia, o principal documento de apresentação da marca para novos franqueados.

As reuniões do conselho devem ser agendadas por períodos, geralmente em caráter anual. A cada ciclo, haverá datas específicas para as deliberações, cada uma destinada a um ou mais assuntos definidos por uma lista de pautas.

Nos dias previamente escalados para os encontros do conselho, os franqueados levam as suas demandas, de modo que, junto dos colegas e da franqueadora, criem soluções para a melhoria dos processos da empresa. Durante os encontros, deve ser feita uma ata para registrar os assuntos debatidos e as deliberações alinhadas.

Antes da realização de cada evento, é interessante que os franqueados de lojas de cada região façam encontros locais. Nessas reuniões, os conselheiros podem organizar demandas, de modo a otimizar sua participação no conselho de franqueados.
 

O que é comitê de franqueados?

O comitê é uma estrutura coletiva, formada por um time selecionado pela franqueadora. Além dos franqueados, a empresa também pode convidar colaboradores e consultores da franquia para participar.

A equipe do comitê faz encontros periódicos, com o objetivo de discutir pautas específicas. Da troca de ideias, devem resultar soluções, as quais serão transmitidas para a franqueadora. A partir disso, os administradores tomarão as decisões que considerarem mais interessantes para a empresa.

Os comitês não são fixos na maioria das redes de franquia. Eles são transitórios, criados em períodos variados, para resolver questões pontuais que surjam na rede.

Por exemplo, imagine uma franqueadora que está desenvolvendo um lançamento em determinada região e, para isso, precisa entender mais sobre a buyer persona da marca naquele local. Nesse caso, montar um comitê extraordinário pode ajudar a administração a definir a melhor forma divulgar o evento.

Mas também existem franquias que adotam comitês permanentes, com uma agenda prévia de reuniões, focados em questões particulares, porém, que precisam de acompanhamento frequente. Um bom exemplo disso é um comitê de marketing, focado em auxiliar a empresa na criação e aprovação de novas campanhas.
 

Como conselhos e comitês fortalecem as franqueadoras?

Começando pelo conselho, a ideia é que os encontros sejam espaços de integração entre os franqueados. Assim, os gerentes de unidades têm a oportunidade de se conhecer e, em parceria com a franqueadora, criar soluções para problemas ou dificuldades da empresa. Como a voz dos empreendedores é realmente ouvida, o conselho funciona como um canal importante para garantir a representatividade dos operadores perante a franquia.

Para que esse acordo de trabalho seja efetivo, além da contrapartida da empresa — que analisará as definições e, com base nisso, tomará as decisões cabíveis para o negócio —, é fundamental que os franqueados conselheiros compartilhem as deliberações do conselho em suas regiões de abrangência.

A ideia é que, a partir desse instrumento formal, sejam estimulados os seguintes pontos:

  • colaboração entre franqueador e franqueado;
  • melhoria global da comunicação da empresa;
  • relevância das unidades nas deliberações empresariais;
  • desenvolvimento do trabalho em equipe;
  • transparência nos processos de decisão do negócio;
  • resolução de problemas comuns às diferentes lojas.

Já quanto ao comitê, a grande vantagem de estabelecê-lo é o de fomentar um ambiente participativo na empresa. Quando a rede chama os franqueados para influenciar em processos decisórios, mostra que está aberta ao diálogo e valoriza a figura dos gestores. Desse modo, os franqueados são entendidos realmente como integrantes da franquia, e isso estimula o engajamento.

Uma melhoria como essa no ambiente interno reflete no sistema da empresa, o que, no fim, é o grande diferencial de existirem os comitês. O alinhamento que de questões específicas, a partir das experiências operacionais transmitidas pelos gerentes, favorece o crescimento da empresa.

Por exemplo, numa chamada extraordinária de novos colaboradores que precisem de uma seleção criteriosa, é inteligente convocar um comitê para desenvolver ações internas de recursos humanos. Nos encontros, os profissionais selecionados pela franqueadora poderão encontrar estratégias viáveis, com base no dia a dia da empresa, e isso fará com que as decisões sejam mais focadas naquilo que a rede precisa.
 

Quais as principais diferenças entre comitê e conselho de franqueados?

É bem comum que apareçam dúvidas quando se fala desses dois canais de comunicação de franquias. Inclusive, a distinção nem sempre é clara dentro das próprias empresas, principalmente daquelas em começo de operações.

A grande diferença é que o conselho de franqueados é um instrumento formal e periódico de comunicação, normatizado por um estatuto escrito, diferentemente do comitê, de caráter extraordinário, reunido para resolver situações pontuais.

As atividades do conselho são geralmente programadas em calendário anual, focadas no planejamento global da rede. Participam do conselho franqueadores e franqueados de todas as áreas de abrangência da empresa. Por meio dos encontros, a franquia dá voz aos seus empreendedores, que opinam sobre os rumos das operações. A decisão final, no entanto, é da franqueadora, pois o conselho é consultivo, e não deliberativo.

Já o comitê de franqueados têm influência mais direcionada e momentânea. Diferentemente do conselho, o foco não é planejar a trajetória integral da rede, mas resolver eventualidades. Logo, as franqueadoras buscam nos comitês a consultoria dos gerentes de unidade para ações estratégicas imediatas, priorizando mais execução que deliberação.

Como vimos, abrir espaço para a participação dos gerentes de unidade nos processos deliberativos e decisórios é fundamental. A visão de quem acompanha a rede, interagindo com o público e sentindo o mercado, é indispensável para que as franqueadoras possam acompanhar o próprio desempenho e, a partir disso, acertar mais em suas ações.

Também é importante que haja consenso entre os diferentes integrantes na rotina da franquia. Então, que tal saber mais sobre isso para ter sucesso no franchising? Leia agora o post “Franqueado e franqueador: 5 passos para ter uma relação duradoura e benéfica na parceria” e descubra estratégias para melhorar o relacionamento interno!

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