Mercado de food service no Brasil

O Mercado de food service no Brasil

Entender o mercado é o primeiro passo para tomar decisões estratégicas e profissionalizar o seu negócio.


O ano de 2020 tem sido atípico para todos os setores da economia. Com o food service não é diferente. O mercado de alimentação fora do lar sentiu desde o início os impactos da configuração atual da sociedade que, isolada, precisou mudar a forma de consumo de alimentos.

Enquanto alguns negócios do setor conseguiram fortalecer seus canais alternativos de atendimento, muitos outros têm dificuldades para fazer essa transição.

A falta de conhecimento do setor e do próprio negócio são dois dos fatores que mais comprometem o sucesso. Para Carol Bortoleto, consultora especialista em food service, a profissionalização dos empreendedores também é um dos maiores desafios do setor.

“Muitos donos de restaurantes, infelizmente, não têm nem o controle do caixa. Eles não desenvolvem o hábito de fazerem esse controle e, quando chegam ao fim do mês, não sabem dizer quanto venderam.”.

Carol lembra que, em um cenário de crise, são os negócios que têm um planejamento bem definido que conseguem resistir. Para entender o funcionamento do mercado de alimentação fora do lar no Brasil e as oportunidades para quem investe no setor, confira os tópicos abaixo:


MENU DE NAVEGAÇÃO
1 → Quais setores compõem o food service no Brasil
2 → Fatores de expansão e retração do setor
3 → Oportunidades de negócio no setor de alimentação


1 → Quais setores compõem o food service no Brasil

Segundo Carol, o food service possui três linhas principais: a indústria, os prestadores de serviço e os operadores (que inclui os vários tipos de comércio de alimentação, como restaurantes, bares, cafeterias, eventos, docerias…). Ela também defende que neste processo, o consumidor deve ser encarado como o eixo central que mantém o tripé do setor.

“O consumidor deve ser nosso foco principal.”, reforça e completa: “temos o consumidor que compra comida fora, que pede um delivery, que come no refeitório de onde trabalha. Então eu parto do pressuposto de que esse cuidado é essencial.”.

Carol também destaca a importância de entender o consumidor no contexto mundial atual, uma vez que a retomada da economia pós-coronavírus será um desafio para o food service.

“O consumidor precisa ser colocado como um pilar essencial porque, depois da pandemia, vamos depender muito do comportamento dele para tomarmos atitudes e traçarmos nosso planejamento estratégico.”.

2 → Fatores de expansão e retração do setor

  • Comportamento do consumidor

A forma como consumimos muda o tempo todo, e os negócios ligados ao food precisam estar atentos a isso. O estilo de vida corrido, a expansão do sistema de delivery, a demanda por opções práticas e rápidas… tudo interfere na maneira como nos alimentamos e como buscamos refeições fora do lar.

  • Tendências do setor

Entender as tendências de consumo de um setor é uma forma de preparar o seu negócio e ajustar suas estratégias e ações. O que era uma tendência para um nicho específico passa, aos poucos, a integrar o planejamento de todos os negócios. Sustentabilidade e saudabilidade, por exemplo, eram preocupações de um pequeno grupo até pouco tempo atrás, mas hoje o número de empresas que decide atender às demandas de consumidores que buscam este tipo de produto/serviço não para de crescer.

  • Tecnologia e conectividade

O acesso às novas tecnologias por um número cada vez maior de consumidores impacta diretamente o mercado de food service. Elas mudam a forma como consumimos, produzimos e distribuímos alimentos, facilitando estes processos e aproximando clientes e negócios.

  • Crises econômicas

Elas abalam inúmeros setores, mas o mercado de alimentação fora do lar talvez seja um dos mais afetados. Quando o poder de consumo diminui e precisamos cortar gastos, a alimentação fora do lar geralmente entra na conta, o que pode resultar em retração para o setor.

  • Pandemia

É uma situação excepcional, mas precisa ser levada em consideração. A pandemia de coronavírus tem mudado completamente os rumos de todos os setores da economia a nível mundial. Ela, diferentemente de outros fatores que influenciam no mercado de food, não poderia ter sido prevista. Além dos impactos evidentes do isolamento social, o setor precisa se reinventar para tentar conter uma crise ainda mais grave.

3 → Oportunidades de negócio no setor de alimentação

Para Carol Bortoleto, o setor de food service permanece sendo uma aposta válida para quem deseja empreender. 

“Eu acredito que são bons negócios para se empreender sim. Todo mundo precisa comer, então acho que essa é uma área promissora. Quando retomarmos a economia, as pessoas vão continuar trabalhando fora e elas precisam desse tipo de serviço. Nem todas têm a possibilidade de fazer marmita em casa e levar para o trabalho, então vejo isso como uma oportunidade. Mas, para isso, é preciso investir em planejamento.”.

Dark Kitchens

Este modelo vem, aos poucos, ganhando mais adeptos. As Dark Kitchens trabalham apenas com delivery e investem no compartilhamento de espaços para diminuir custos e redistribuir investimentos. Assim, uma mesma cozinha pode atender às necessidades de mais de um restaurante. O sistema conversa diretamente com o modelo de economia compartilhada, tendência que vem ganhando espaço no Brasil e no mundo, principalmente entre as gerações mais novas.

Delivery

Desde o início da pandemia, o serviço de delivery tem se mostrado um aliado forte na busca e retenção de clientes para os negócios de alimentação fora do lar. Além de atender à demanda de uma geração conectada, o delivery também fornece um novo canal de receitas para o empreendimento, que não depende unicamente da presença do cliente para realizar uma venda.


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Delivery box

Diferentemente do delivery tradicional, que entrega o alimento pronto para o consumo na casa do cliente, o delivery box investe em uma proposta diferente. O modelo consiste na venda de comidas semi-prontas, que os clientes finalizam em casa. O foco são pessoas que querem participar do preparo do alimento mas não tem conhecimentos para isso. Segundo Carol, ir além de um pedido convencional e proporcionar uma experiência diferenciada para o cliente é um apelo muito interessante.


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